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Metatarsalgia - dor na região anterior do pé

“Doutor, não consigo mais usar salto, calçados apertados ou até mesmo andar descalço”; estou com calos na frente e embaixo do pé e sinto que estão piorando”; meus dedos estão ficando diferentes, parece que estão levantando, abrindo ou ficando deforma

23/08/2019 05:40:40
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Metatarsalgia - dor na região anterior do pé

“Doutor, não consigo mais usar salto, calçados apertados ou até mesmo andar descalço”; estou com calos na frente e embaixo do pé e sinto que estão piorando”; meus dedos estão ficando diferentes, parece que estão levantando, abrindo ou ficando deformados”; estou sentindo choque ou dormência em alguns dedos do pé”; estou com dor na frente do pé para realizar atividades físicas ou no trabalho”...

 

            Estas são as queixas frequentes no consultório do ortopedista e fazem parte de um conjunto de patologias que caracterizam a síndrome de METATARSALGIA, ou dor da região plantar do ante-pé!

         Devido à dificuldade de diagnóstico e, consequentemente, de tratamento, muitos destes pacientes acabam buscando soluções “milagrosas” e tratamentos, muitas vezes, sem comprovação científica para aliviarem o quadro doloroso. Adquirem palmilhas sem a devida orientação médica, compram calçados que prometem um alívio, realizam as mais diversas “simpatias” que também podem piorar o quadro de dor e deformidade.

         Apenas depois de perceberem que a dor persiste e que os sintomas estão piorando, é que acabam procurando um ortopedista que se dedica às patologias do Pé e Tornozelo. Pelos sintomas serem parecidos e as patologias serem diversas, uma boa história e um cuidadoso exame físico é necessário. Logo, podemos citar algumas patologias que estão presentes, isoladas ou até mesmo em conjunto, nos quadros de metatarsalgia: Neuroma de Morton, bursites, tendinites, lesão da placa plantar, fratura por estresse, dedos em garra, calosidades, perda do coxim plantar, dentre outras.

               Esses são apenas alguns exemplos dos diversos problemas que acometem essa região específica do corpo, e identificar o fator causal é importante. Os exames mais comuns para o diagnóstico são: RX dos pés com carga (pisando) para avaliar a disposição óssea e deformidades; Ultrassom para avaliar inflamações e rupturas de tecidos moles com as bursas, tendões e nervos; Ressonância Magnética nos casos de recidiva ou resistência ao tratamento; Baropodometria (teste da pisada) fornece um estudo mais preciso das áreas de carga nos pés parado e em movimento.

               O tratamento visa aliviar a sobrecarga na região anterior dos pés e melhorar a dor. Mudança nos calçados, ou até mesmo uma bota imobilizadora, a melhora no alongamento da cadeia posterior, modificação nas atividades de impacto, analgésicos ou anti-inflamatórios usados com parcimônia, gelo e palmilha são medidas conservadoras que tentamos até aproximadamente 03 meses.

             Na falha do tratamento conservador, o procedimento cirúrgico é indicado. Dependendo da patologia e do fator causal, é indicado um procedimento específico. Este pode variar desde ressecções do tecido lesado, como no caso dos neuromas de Morton, reparos ou plastias de tecidos, como na lesão da placa plantar ou nas lesões tendíneas, alongamento cirúrgico da cadeia posterior com suas diversas técnicas e até procedimentos de reposicionamento ósseo aberto ou minimamente invasivo. Na maioria dos casos, uma melhora significativa dos sintomas é observado.

             Assim, devido à alta prevalência na população e por estar diretamente relacionado às atividades da vida diária, a metatarsalgia necessita de um diagnóstico preciso e de tratamento específico, pois impacta diretamente na qualidade de vida independente da idade do paciente.



Dr. Gustavo Maximiano e Dr. Rogério Bitar

Ortopedia e Traumatologia


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