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Torção no joelho: uma das principais lesões entre atletas de final de semana

Artroscopia é um dos métodos mais utilizados para recuperação de lesões no joelho

06/08/2020 21:30:14
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Torção no joelho: uma das principais lesões entre atletas de final de semana

Um dos casos mais comuns nas clínicas de ortopedia, especialmente nas salas dos especialistas em joelho, são as torções. O público que mais procura atendimento são os atletas de final de semana, jogadores amadores que não tem musculatura preparada para receber os impactos de uma partida.

As principais causas para a entorse de joelho são, além da fraqueza da musculatura, os terrenos acidentados onde a atividade foi praticada e o tipo de calçado inadequado para suportar as exigências da ação.

Torci o joelho, e agora?

Os primeiros sintomas de joelho torcido são dor intensa, inchaço, redução da amplitude dos movimentos e instabilidade da articulação.

A primeira atitude, o mais breve possível, é fazer uma compressa de gelo na região para diminuir o processo inflamatório. Um saco com gelo triturado deve ser pressionado no joelho lesionado por no máximo 20 minutos, de forma suportável para que não haja queimadura na pele. Se necessário, é indicado a utilização de uma toalha ou pano de tecido fino no contato entre o saco de gelo e o joelho.

Uma consulta a um ortopedista especialista é necessária para que ele possa avaliar o grau da entorse e mesmo receitar um analgésico ou anti-inflamatório específico para cada caso, aliviando a dor do paciente. Com certeza será indicada a continuidade das compressas de gelo, pelo menos três vezes ao dia até que o inchaço do joelho diminua.

“O inchaço do joelho deve persistir por cerca de 10 dias. Somente depois desse período é que conseguimos avaliar com clareza se houve o rompimento de algum ligamento e quais serão os próximos passos a serem seguidos”, explica o Dr. Murilo Toledo Moreira, especialista em cirurgia de joelho e artroscopia da Clínica Orthop, em Ribeirão Preto/SP.  

Vou precisar operar?

A necessidade de uma cirurgia ou Artroscopia para tratar o joelho, depende especialmente do grau da torção e se houve a ruptura de um dos ligamentos.

Em uma lesão amena, poucas fibras do joelho são danificadas e com repouso cicatrizam naturalmente. Uma lesão média, considera uma quantidade maior de fibras, mas com os ligamentos estáveis. Já na lesão grave, um dos ligamentos se rompe e é necessário avaliar a possibilidade de um procedimento cirúrgico.   

“Passado o primeiro momento do inchaço, com uma ressonância magnética é possível fazer o diagnóstico correto da lesão e definir a continuidade do tratamento”, comenta Dr. Murilo, que ainda acrescenta: “dependendo da instabilidade que o joelho apresenta, sugerimos uma cirurgia em um prazo mais curto. Porém, são muitos os pacientes que passada a dor e a volta do movimento do joelho mais próximo ao natural, são capazes aguardar por meses e fazerem uma cirurgia agendada para um período em que terão possibilidade de obedecer ao repouso de 20 dias”.

Entre o dia da lesão e o dia marcado para o procedimento, é necessário fazer um tratamento, para que a recuperação pós-cirúrgica seja mais rápida. “Fazer gelo até que o joelho desinche, diminuir a sobrecarga de peso sobre o joelho machucado utilizando muletas nos primeiros dias, iniciar sessões de fisioterapia para fortalecer a musculatura da perna e fazer repouso para evitar que a lesão aumente”, são algumas indicações do Dr. Murilo.

Artroscopia: método moderno para o reparo de lesões

Uma haste do tamanho aproximado de um lápis com uma câmera na ponta. Este é, de forma simplificada, o artroscópio, aparelho utilizado para realizar a Artroscopia. É um procedimento cirúrgico menos invasivo do que uma cirurgia convencional e que proporciona recuperação mais acelerada.

Através da câmera, o cirurgião ortopedista é capaz de analisar a lesão com detalhes, encontrando o ponto de ruptura dos ligamentos e realizar o reparo. O artroscópio é inserido no joelho por meio de uma pequena incisão na pele, com anestesia local e os outros instrumentos cirúrgicos são inseridos na articulação por meio de outras incisões.

“Quando bem cicatrizado, ficam pequenas marcas no joelho, ao contrário dos cortes de cirurgias convencionais. É um método cirúrgico menos doloroso e que em questão de dias, dependendo do paciente, já é possível movimentar lentamente o joelho”, explica o especialista.

O retorno a atividades físicas pode girar em torno de seis semanas, de acordo com a evolução da recuperação, da qualidade do tratamento e das indicações do ortopedista.


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