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Cirurgia de punho será indicada apenas para pacientes que tiveram fratura ou luxação grave no antebraço

Muitas das lesões de punho podem ser tratadas com imobilização com tala ou gesso

30/10/2020 16:48:14
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Cirurgia de punho será indicada apenas para pacientes que tiveram fratura ou luxação grave no antebraço

A lesão de punho é um dano comum, que afeta especialmente mulheres na menopausa, com menor densidade de cálcio nos ossos. Mas também acomete crianças, jovens e adultos que podem se lesionar durante uma queda em atividades físicas ou acidentes. 

“Quando uma pessoa cai de frente, por instinto coloca as mãos no chão para proteger a cabeça. Dependendo da queda, a mão sofre uma extensão grave, podendo romper um dos ossos do antebraço”, explica o Dr. Frederico Balbão Roncaglia, especialista em Cirurgia da Mão, Traumatologia do Membro Superior, Microcirurgia e Cirurgia do Ombro e Cotovelo da Clínica Orthop de Ribeirão Preto/SP. 

De acordo com o especialista, os principais sintomas que emitem um alerta ao paciente de que deve procurar atendimento médico são a dor momentânea, inchaço na região e limitação de movimentos. 

Avaliação correta define o tipo de tratamento para a lesão 

No atendimento médico, o especialista fará uma avaliação da lesão a partir de uma radiografia da região machucada para saber, primeiramente, se houve fratura ou não. Dependendo do resultado do exame é definido o tratamento: 

Contusão: uma pancada que machuca tecidos e até músculos, mas não lesa nenhuma estrutura óssea. Não tira nenhuma estrutura do lugar, somente inflama os tecidos superficiais. Os pacientes de contusão são orientados a realizarem exercícios de recuperação específicos, além de aplicação de compressas de gelo para aliviar a dor e o inchaço. Para pancadas mais fortes serão sugeridos também medicação analgésica. 

Luxação: os ossos saem da posição natural por uma ruptura dos ligamentos. Os ossos não estão quebrados, mas eles perderam contato entre si. É um tipo de lesão tão grave quanto fratura e precisa de tratamento específico. Em alguns casos, necessita de procedimento cirúrgico. Além da dor intensa, a luxação impossibilita os movimentos das mãos. No atendimento com o especialista, será feita primeiramente uma tentativa para colocar a articulação no lugar. Obtendo sucesso, o paciente é indicado a iniciar fisioterapia e deverá ter cicatrização normal em até 90 dias. 

Fratura: a fratura de punho é a lesão mais preocupante. Dependendo de sua gravidade pode haver cominuição, que é o esfarelamento de parte do osso atingido; ou soltar um fragmento de osso que pode prejudicar nervos que passam através do punho e mesmo causar lesão nas artérias e veias da mão. 

“Existem muitas possibilidades e cada caso é específico por paciente. Por isso é muito importante procurar um especialista que será capaz de fazer o diagnóstico correto e sugerir o melhor tratamento”, alerta Dr. Frederico Balbão. 

 O tratamento de uma fratura sem desvio que não representam deformação são tratadas com imobilização com gesso ou tala. Já as fraturas com deslocamento necessitam de uma atenção maior, podendo ou não ser necessário um procedimento cirúrgico. Se não for necessária a intervenção, as fraturas com deslocamento podem ser tratadas com imobilização e monitoramento frequente com raio-x. 

 Fratura em galho verde 

Comum em crianças por conta da calcificação incompleta da estrutura óssea do punho, a fratura em galho verde acontece quando há grave extensão da mão e uma parte do osso se quebra, porém, mantendo a membrana externa intacta. 

De acordo com pesquisas, as fraturas ósseas são a quarta lesão mais comum entre as crianças menores de seis anos de idades, sendo as quedas as causadoras da maioria das fraturas nessa faixa etária. 

“Crianças muito pequenas muitas vezes não conseguem descrever o local e exatamente a intensidade da dor, mas se houve uma queda e for possível perceber inchaço no antebraço e que a criança não consegue movimentar mãos e braços, um especialista deve ser consultado imediatamente”, ensina Dr. Frederico Balbão. 

 O tratamento é feito da mesma forma como adultos, por imobilização ou procedimento cirúrgico e a recuperação da criança vai depender da idade e dos cuidados com a lesão.



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