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Necrose no quadril pode atingir pacientes mais jovens

Doença é um complicador na qualidade de vida desses paciente, que geralmente estão na casa do 40 anos, uma idade em que a pessoa está bastante ativa, no trabalho, na vida pessoal, e a doença acaba impactando significativamente nos movimentos

18/06/2019 07:37:24
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Necrose no quadril pode atingir pacientes mais jovens

As doenças de quadril, como artrose e outros tipos de desgastes, estão quase sempre associadas a pessoas com idade mais avançada, próximos ou acima dos 60 anos. No entanto, uma doença nessa articulação pode atingir pacientes mais jovens, com menos de 40 anos. Trata-se da necrose no quadril, também chamada de necrose na cabeça do fêmur ou osteonecrose de quadril, que pode levar a um quadro de artrose avançada precoce. 

Esse fato é um complicador na qualidade de vida desses paciente, uma vez que essa é uma idade em que a pessoa está bastante ativa, no trabalho, na vida pessoal e a doença acaba impactando significativamente nos movimentos, causado dor devido a artrose precoce. 

Muitos não conseguem mais praticar esporte ou atividade física, realizar atividade consideradas simples, como subir ou descer escadas, entrar e sair do carro, abaixar-se e levantar-se sem dificuldade.

Mas o que é a necrose da cabeça do fêmur e quais suas causas? 

O Dr. Thiago José Mari, médico ortopedista e traumatologista da Clínica Orthop em Ribeirão Preto/SP explica que a necrose acontece quando a região deixa de receber fluxo sanguíneo e ocorre a morte das células no local. A osteonecrose pode acontecer em qualquer outro membro, como os joelhos, mas é mais comum no quadril. E não há uma explicação clássica ou evidente para a manifestação da doença.

“Por algum motivo ocorre a morte das células na cabeça do fêmur e toda a região fica comprometida. O osso perde a cartilagem e se instala um processo de artrose, causando dor e restrição nos momentos, o que pode levar o  paciente a precisar passar precocemente por uma cirurgia de prótese de quadril”, comenta. 

Apesar de não ter uma causa específica, algumas situações podem levar a necrose de quadril em pacientes mais jovens, como traumas e fraturas que modificam as estruturas da articulação e interrompem a circulação sanguínea. Há ainda causas em estudos, indicando a relação de uso de corticóides em excesso e até mesmo tabagismo e alcoolismo como fatores de risco para o desenvolvimento da osteonecrose de quadril.

Embora pareça assustador, Dr. Thiago explica que esse diagnóstico tem sido detectado com mais facilidade, devido, sobretudo, a exames mais detalhados, como a ressonância magnética. Esse aspecto é bastante importante, pois quanto antes se diagnosticar, melhor será o prognóstico, pois o sucesso do tratamento está associado à extensão da lesão.

“Um fato bastante desafiador é que a doença pode não revelar sintomas evidentes no seu estágio inicial. Dor e restrição de movimento no local ou em regiões próximas, como virilha, coxa e até mesmo joelho podem indicar que algo não está bem. Importante também destacar a expertise do especialista, que atua de forma bastante decisiva nesse diagnóstico precoce e pode começar o tratamento imediatamente”, comenta.

Como tratar a necrose de quadril? Vai precisar operar?

O tratamento está associado ao estágio de descoberta do problema. A extensão da lesão e a avaliação médica vai indicar qual a melhor caminho para a reabilitação, que poderá ser não cirúrgico ou cirúrgico.

O tratamento não cirúrgico vai atuar na analgesia da dor. Pode-se ainda ser recomendada a utilização de métodos que evitem a sobrecarga na articulação, como usos de bengalas ou mesmo muletas. Nos casos de diagnósticos em estágio iniciais, antes do colapso da articulação, pode ser recomendado com relativo sucesso procedimentos de preservação da cabeça do fêmur.

É importante destacar que os casos de maior sucesso são os cirúrgicos, uma vez que  atuam na reconstituição das estruturas da articulação, seja com enxertos ósseos no local ou mesmo a cirurgia de prótese de quadril ou artroscopia de quadril.



Comentários









Sandra Regina dos Santos

Achei esclarecedor a matéria, sofro com a necrose da cabeça do fêmur desde os 32 anos, hoje tenho 48. Essa doença me causa tristeza profunda pois não consigo fazer atividades simples e me sinto limitada. Faço um acompanhamento no HC Ribeirão mais eles não me ajudam em nada pois alegam eu ser muito jovem para o procedimento de cirurgia. Não tenho condições financeiras de me tratar o que me deixa mais triste ainda pois tinha que ter qualidade de vida hoje é não depois dos 70 anos. Hoje me encontro desempregada sem condições de tratamento. Mesmo assim agradeço a matéria que ajudou a mim e sei que a muitas pessoas com mesmo problema que o meu.

26/05/2018 16:46:14